Estamos em constantes transformações. A internet aproxima pessoas de lugares distantes e as permite trocar informações em tempo real. E a cada dia mais, a internet se torna mais social. É natural que este fosse um dos assuntos mais comentados na Web 2.0 Expo em São Francisco.

Paul Adams é autor do “Social Circles”, livro que fala das relações sociais que a  internet oferece. Ele deu palestra no terceiro dia do evento e falou coisas importantes. Adams afirma que é preciso entender que as pessoas mais influentes nas redes sociais são relevantes para ecoar uma mensagem, mas não realmente para influenciar pessoas. Ele diz que estudos afirmam que não temos mais do que 10 amigos realmente próximos. Ao mesmo tempo, temos um grupo de aproximadamente 150 conhecidos com quem lidamos com alguma regularidade. “Esse limitado circulo de amigos mais próximos, e, dependendo da experiência, de conhecidos, é que tem o verdadeiro poder de nos influenciar’, completa Adams.


Hal Varian, CFO do Google, disse coisas interessantes. Ele afirma que hoje temos uma grande facilidade de obter respostas, por conta disso, fazemos mais perguntas. Hoje as respostas chegam após alguns cliques. Antes era necessário ir à uma biblioteca e pesquisar.

Jessica Mah, CEO da InDinero, empresa voltada à transações financeiras no mundo digital, aconselha: “Work smarter and not harder”.

Então voltamos às ideias de Paul Adams. É preciso entender o social antes de fazer o seu social. Para trabalhar com comunicação, mesmo nos dias atuais, é preciso entender (mais do que nunca) de sociologia, para então entender como aplicar estes conceitos com a tecnologia.

Muito antes de chegar aos meios de comunicação, todo e qualquer tipo de ação publicitária deve ter um planejamento de mídia. Ele garante que a mensagem seja recebida pelas pessoas certas de uma maneira muito mais assertiva. Esse planejamento se torna ainda mais imprescindível quando há um grupo de clientes tão diversificado como o da Giacometti: Clientes com ações regionais, nacionais e internacionais e, além disso, a carteira da agência conta com empresas públicas e privadas.

M. Sc. em Media Management pela Stirling Media Research Institute, da Escócia, David Martins é Diretor nacional de mídia na Giacometti. Ele conta que a Giacometti tem as melhores ferramentas de segmentação de mídia. Com elas, ele consegue juntar evidências importantes para definir quais os canais de mídia mais relevantes para o público alvo de uma determinada ação.

Em uma breve simulação em um dos softwares que a Giacometti tem à disposição, pudemos ver hábitos de mídia e de consumo de públicos selecionados. “Não é uma verdade absoluta. É um norte que podemos seguir e traçar o nosso planejamento”, explica. Os programas que a agência tem são capazes de mostrar algumas atitudes do seu público. Se ele recebe opiniões dos familiares, dos amigos ou se prefere fazer uma busca mais aprofundada na internet.

Novas Mídias

“Somos entusiastas”, diz Martins. Ele também diz que a Giacometti tem trabalhos que já demandam publicidade em tablets e celulares. “Há casos em que o meio é a mensagem. Então, você pode fazer um trabalho mais jornalístico, mas como você tem um meio diferente, proporcionando uma experiência diferente, ele se torna completamente publicitário.”

Com o sucesso do iPad, a popularização dos e-books é um fato que não pode ser ignorado. O tablet da Apple bateu recordes de vendas e já é considerado um item indispensável na vida de muita gente. Uma das principais funções do aparelho é justamente a leitura de livros eletrônicos, muitos deles estão disponíveis para download gratuitamente.

Empresas fora do Brasil já experimentam colocar anúncios nos e-books. Eles fazem os anúncios com uma fórmula parecida às aplicadas nas revistas, mas com um poder muito maior. Em breve, anúncios interativos certamente serão a grande ferramenta a ser explorada. A partir de uma propaganda na página de um livro, o leitor pode entrar no seu site, conhecer melhor a sua empresa. São infinitas as possibilidades e ainda há muitas coisas que podemos experimentar. É mais um meio para explorarmos a nossa capacidade criativa.

A vantagem da propaganda nos e-books, é a possibilidade de torná-los gratuitos. O importante é saber chamar a atenção do seu consumidor com a criatividade. De acordo com as pesquisas realizadas, um anúncio comum seria descartado. É importante pensar no modo como faremos essa comunicação em um meio completamente diferente dos demais.

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